Sesc Brasília

Brasília, DF
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ficha técnica

Ano:
2025
Área:
9.363m²
equipe:
Francisco Fanucci, Marcelo Ferraz, Cícero Ferraz Cruz e Julio Tarragó
Imagens:
Estúdio Cana e Acervo Brasil Arquitetura
Premiações:

Descrição:

A futura unidade do SESC em Brasília deverá marcar a paisagem cultural e urbana da capital federal, tanto pelo seu ideário programático, como pela sua arquitetura, ambos em processo de concepção e desenvolvimento. E, nesse sentido, forma e função devem estar entrelaçadas ou amalgamadas, fundidas em uma só unidade de expressão para cumprir o que se deseja em sua vida futura.

Há momentos em que a arquitetura deve ser discreta, dissimulada na paisagem, mas há momentos em que ela deve se apresentar contundentemente no ambiente urbano, muitas vezes até de forma delicada, sem arroubos meramente espetaculares, mas forte e decidida, marcando sua presença como abrigo ou recipiente de algo muito especial. Emoção, surpresa e descoberta é o que se espera dessa arquitetura. E este é o desafio que se coloca como premissa neste novo projeto.
No futuro SESC Brasília encontramos um edifício discreto, funcional e de grande qualidade arquitetônica e construtiva, construído nos anos 1970. Partimos então, em nosso projeto, de um dado qualitativo que deve somar ao todo, agregar valores e abrigar funções afeitas aos seus espaços e sua tectônica. Grande parte do programa se desenvolverá (muito bem instalado) neste edifício.

Outras funções, desafiadoras enquanto programas e multiplicidade de usos, deverão ser hospedadas em um novo edifício que fará o diálogo necessário e integrado com e edifício existente. Este novo bloco, já em sua concepção formal de um grande cubo também em concreto aparente, mas pigmentado de rosa, terá seu eixo girado em 45º em relação à implantação e ortogonalidade mestra que rege o urbanismo brasiliense.

Essa dissonância geométrica, aliada à sua cor – o rosa, e não o concreto branco que é uma marca da cidade -, e ao volume fechado da “caixa de surpresa”, trarão a expressão e força de um novo marco urbano, como deve ser uma unidade do SESC pela própria natureza de seu programa de uso coletivo, público, a serviço de uma sociedade mais solidária e culturalmente, mais rica.

Todas as novas intervenções (maiores ou menores) serão marcadas pela diferenciação do concreto; o novo, rosa e o antigo, cinza. Utilizaremos a madeira como elemento de aproximação, ou elo de ligação destes concretos, permeando e criando unidade entre os dois blocos. Madeira “engenheirada”, de manejo florestal, hoje altamente recomendada na indústria da construção com foco em preservação do meio ambiente e retenção de carbono.