Concurso Sede do IPHAN

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Concurso Sede do IPHAN

Seria impossível pensar a nova sede do IPHAN, casa maior da arquitetura brasileira, sem recorrer às lições de Lucio Costa. Assim, procuramos ter como eixo conceitual de nosso projeto, a noção de Patrimônio entendido como memória material e imaterial do fato humano, algo que supera a obra como objeto. Tomamos de nossos pioneiros modernos o desafio de trabalhar arquitetura e museografia como unidade indissociável.


Na futura sede do IPHAN, o espaço todo e todos os espaços deverão abrigar o trabalho criativo, propiciando a reflexão e a fruição permanente do funcionário e do visitante. Buscamos, através de uma transparência intermitente, pontuada, e de visadas pelos caminhos, a percepção simultânea das obras expostas e do ambiente construído - a experiência plena do espaço.


Projetamos um todo que, através das mais variadas mídias expositivas ao nosso alcance - tradicionais e modernas, possa mostrar a memória viva do que os brasileiros têm criado ao longo dos séculos. Uma memória que, com suas lições, aponte para um futuro que poderemos criar.


Conectada às raízes e às antenas de nossa cultura, a futura sede do IPHAN será uma cidadela: provocante e cheia de surpresas, urbana em espírito. Deverá recriar a atmosfera da cidade, possuir algo da proximidade, densidade e complexidade das coisas urbanas, no sentido de que pessoas, artefatos, sons e imagens encontram-se, convergem e chocam-se inevitavelmente, revertendo qualquer hierarquia entre observador e objeto.


Em seu entorno, recuperaremos a vegetação do cerrado, com espécies preferencialmente de grande porte. Ao se aproximar, o visitante descobrirá a “vila branca” (todos os edifícios serão construídos em concreto aparente branco), lembrança remota de uma viagem ao interior do Brasil.


O conjunto das edificações será articulado por um grande pátio - um terreiro de areia e terra batida de 50mx50m -, vazio que unifica definido por uma marquise/passarela a lembrar os claustros coloniais: espaço da reflexão. Nele, plantaremos um único Ipê Amarelo. Este pátio/claustro do século XXI já pode abrir mão da colunata ou loggiato. Assim, sua marquise/passarela envoltória será leve, quase “flutuante” (em concreto protendido), sem colunas, engastada e/ou apoiada nos edifícios ou muros, também de concreto. Por ela (acima ou abaixo), as pessoas se deslocarão de edifico para edifício, reforçando a idéia de contorno que dá movimento, gera encontros, cria comunicação e convivência.


Ficha técnica

Autores
Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz

Área
13000 m2

Local
Brasília, DF

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