Concurso Casa das Retortas

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Concurso Casa das Retortas

Premissas do projeto

- Levar em conta o sentido histórico e ambiental do lugar, respeitar e ao mesmo tempo revelar o sítio onde está inserido. O projeto deverá integrar visual e fisicamente o Conjunto das Retortas ao Parque D. Pedro II e ao Palácio das Indústrias, futuro Museu do Brinquedo. A principal ação de integração será a demolição do muro que circunda a parte do conjunto que dá frente para a Rua da Figueira e para a Rua do Gasômetro. Sua substituição por um elemento mais leve e transparente, aliada à recuperação de toda a área já mencionada significará uma ação concreta rumo à efetiva quebra das barreiras, que há tantas décadas segregam e dividem a zona Leste do Centro da Capital;

- Valorizar o patrimônio arquitetônico do complexo das Retortas, tombado pelo CONPRESP e pelo CONDEPHAAT, salientando o que podemos chamar de “saneamento visual e físico”, ou seja, a eliminação de todos os anexos e “puxados” que ofuscam e comprometem a leitura do Conjunto Histórico;

- Incorporar o antigo conjunto à vida do novo museu, reintegrando-o com seu novo entorno à dinâmica da cidade. Todo o conjunto, hoje sem uso, deverá atender a funções inéditas em seu histórico de vida e, para tanto, um trabalho rigoroso de adequação às novas demandas se impõe;

- Marcar claramente, através das novas edificações - necessárias para atender ao programa estabelecido de um museu contemporâneo -, as diferenças entre o antigo e o novo (Carta de Veneza), guardando as características construtivas de suas diferentes épocas;

- Observar em todo o processo de recuperação e restauro das construções tombadas os princípios da arqueologia industrial, que preconizam a preservação da memória do desenvolvimento da técnica e do trabalho humano. Estes princípios se estendem a todas as soluções técnicas das instalações – do restauro aos edifícios novos - atendendo às novas necessidades, às novas escalas e à tecnologia atual. Ou seja, a memória da antiga indústria de gás deverá permanecer como “espírito” do projeto, como registro físico e virtual na arquitetura e na museografia, sem prejuízo das demandas que os novos usos impõem;

- Adotar todas as medidas, soluções e procedimentos que amenizem o impacto ambiental das novas construções e busquem a economia de recursos naturais;

- Garantir acessibilidade universal, com conforto e segurança a todos os espaços do conjunto;

Buscar em todas as ações de projeto a unidade arquitetura/ museografia na transmissão de conteúdos e na comunicação com o público visitante.

Ficha técnica

Autores
Francisco Fanucci, Marcelo Ferraz e André Vainer

Colaboradores
Anne Dieterich, Anselmo Turazzi, Cícero Ferraz Cruz, Fabiana Paiva, Gabriel Grinspum, Kristine Stiphany, Luciana Dornellas, Pedro Del Guerra, Victor Gurgel, Vinícius Spira; Felipe Zene, Pedro Vannucchi e Rebeca Grinspum

Área
10000 m2

Local
São Paulo, SP

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